Poema para futucar
25 Jun 2009 Deixe um Comentário
in quase poema quase prosa Etiquetas:angústia, Infância, poema, vento
Quando o vento me pergunta
Ontem, enquanto descia a estreita rua de curvas tortas,
um vento soprou minha nuca e me disse palavras gostosas.
Além delas, perguntou por que eu tanto teimava.
Respondi que era a preguiça, talvez o medo descarado.
Vento boboca, parece esquecer que em casa deixei o menino.
Que de noite muito chora e de dia apenas some.
Talvez deveria sempre trancar a porta e evitar a fuga.
Mas o menino é esperto, tudo sabe, tudo futuca.
Logo a porta se abre e de novo ele ganha as ruas.
Ôh vento! Vê se vai para lá e me deixa aqui sozinho.
Talvez seja esse o meu inevitável destino.
Andar… Andar, às vezes tropeçar e devagar sair do lugar.


Recados no Mural