Um Pouco de Prosa
03 Mar 2010 6 Comentários
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A bicada da garça
Atemorizado na terra do nunca e o peixe vivo no bico da garça branca.
Idiota encapuzado corria pelado colina abaixo com frio no íntimo.
Queria mover-se para não mais ficar a ouvir aquele sofrido eco tolo.
Seu tolo… olo… olo… ôh…
Era a culpa feito uma vespa gorda a picar e envenenar suas entranhas.
Pobre coitado! Beliscou a morte e criou desordem com a pouca vida.
Lembrou:
“O que faz aqui?”, perguntou a rainha embevecida do alto da torre.
“De mim tenho pena!” , respondeu o jovem com a calça ainda arriada.
A chave emperrada limitou o acesso do rei apressado que secou a boca.
“À sua esquerda, a janela, melhor saída.”, ela indicou sufocando-se no lenço.
Queda feia! Quebrou um osso ou mais. Torto, cumprimentou o pedinte.
“Não me amole, não trago moedas.”, desconversou e tapou as nádegas.
“Quem esteve aqui?” , bravejou o rei com as bochechas inchadas e vermelhas.
O cheiro do ato proibido entrava em suas narinas e coçava suas gengivas.
“Nada não meu querido amado. Apenas a nova essência vinda do mercado.”
“Essência essa de muito mau gosto, atesto! Que dobrem os tributos!”
Tributos esses sentidos pelo pai do foragido que triplicou a prometida sova.
A ardência rosada nas nádegas do bobo deixou-o calado, pobre e quebrado…
Não conseguia parar de pensar na corte, no rei, na rainha e no sexo vetado.



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