05 Ago 2011
por samuelstrappa
in poema
Etiquetas:água, barco, mar, poema, preamar, sentimento

Foto da paisagem da base no Joá - Rio - RJ
Maré alta
A água que vem e bate nessas pedras
é a mesma água que sacode meus sentimentos.
Feito onda gelada a quebrar na superfície escura
e gerar espuma branca que salga a nossa boca.
Salgada. Há tempos mergulhei em teu reino.
Invadi teu espaço e me perdi no breu. Sou teu.
Cego e movido pela maré de entendimentos .
Um barco a cortar a água e à procura de peixes.
Até encontrar a palavra que espero, cativo e cultivo.
Ao vento sou o pássaro que cutuca seu agito.
E vem se esconder no ninho pra pregar a sílaba.
A rima que faltava para completar o assobio
da música que nos desperta a fiel melancolia.
Ser a lágrima, o azul de nossa memória festiva.
Que quer ganhar o chão, ser doce e eterna.
Depois resgatada no peito e pendurada em cordão.
Ressentimento. Estava na fase que chamei de pré.
Minha maré… Tão mansa! Prefiro mudar o conceito.
Deixá-la alta, chama-la de preamar e, assim, de amor.
04 Jul 2009
por samuelstrappa
in poema
Etiquetas:amor, mar, poema, romance

oil of a van gogh painting
Assim como as ondas do mar fazem.
Hoje, para variar, o meu dia amanheceu calado.
Fiz cosquinhas na barriga e ele sorriu.
Vamos mudar para lá? Cá é outro lado.
Talvez o frio me venha amansiar o quarto.
E assim mudar a ideia e ficar acanhado.
Beijar bochecha é tão bom quando se tem amado.
Ao par, nada importa. Estamos felizes, oras.
Há horas que esse sentimento me vem e volta.
Como a onda do mar que te trouxe e quer levar embora.
Recados no Mural