Poema para futucar

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Éolo

Éolo, rei dos ventos segundo a mitologia grega

Quando o vento me pergunta

Ontem, enquanto descia a estreita rua de curvas tortas,
um vento soprou minha nuca e me disse palavras gostosas.
Além delas, perguntou por que eu tanto teimava.
Respondi que era a preguiça, talvez o medo descarado.
Vento boboca, parece esquecer que em casa deixei o menino.
Que de noite muito chora e de dia apenas some.
Devo eu  trancar a porta e evitar a fuga?
Mas o menino é esperto, tudo sabe, tudo futuca.
Logo a porta se abre e de novo ele ganha as ruas.
Ôh vento! Vê se vai para lá e me deixa aqui sozinho.
Talvez seja esse o meu inevitável destino.
Andar… Andar, às vezes tropeçar e devagar sair do lugar.

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