Poema daquilo que me sobra

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Tran Nguye

Quadro de Tran Nguye

Resto

Odeio esses momentos de melancolia.
Percebo-me aflito e um tanto inseguro.
Parece faltar ar no centro do peito.
De sobra me rendo à tola estripulia.
Um chocolate, um café, um soco duro.

Uma folha branca à espera do nobre feito.
Escritas e rabiscos que depois detesto.
Choros e angústias que depois desprezo.
A felicidade do que sou e daquilo que rezo.
Do meu corpo, da minha boca, do meu resto.

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6 thoughts on “Poema daquilo que me sobra

  1. John Siammen

    Nossa :O

    ‘Escritas e rabiscos que depois detesto.
    Choros e angústias que depois desprezo.
    A felicidade do que sou e daquilo que rezo.
    Do meu corpo, da minha boca, do meu resto.’

    Para Tudo em *-*

  2. Christy(panpan)

    “Uma folha branca à espera do nobre feito.”

    As vezes, é preciso que o vento leve a folha, para o su leito. Ou apenas a faça viajar lentamente. Sem rabiscos, choros ou felicidade. Apenas novamente: “navegar”.

    (não faz real sentido, quem sabe =) ou quem não sabe? XD

    Adorei. Parabéns Samuca

    *-*

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