Poema do iludido

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Lecuona 2004

Espetáculo "Lecuona", 2004, Grupo Corpo.

Saliva

Você encanta frases vazias.
Morde e mastiga sedução.
Conduz seio as suas batidas.
Morte, doce menina, não!

Você enche a boca de saliva.
Insinua, provoca nua mentira.
Diz amar alheias vidas.
Beleza e pecado, sua mira.

Você troca, nega-me afeto.
Depois volta e exala ternura.
Traz irreverentes ares perto.
Promíscua, ardilosa, me jura.

Você canta refrões sujos.
Encanta e repete sentimento.
Vacila em prosaicos furtos.
Minha musa, meu jogo, meu vento.

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2 thoughts on “Poema do iludido

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