O Grão destemido ou a fábula do grão empreendedor

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memorias do grao

Memórias do Grão

O grão fino queria entrar, mas fecharam-lhe a porta.
Aquele suspiro tão sonhado. Foi seu desejo dissipado.
Trancafiada, a porta preferiu privar sua existência.
Então permaneceu ali, estagnado, até logo ser lançado.
No mesmo andar, diante da porta vizinha. Deportado.
Grão destemido! Por que não aventurar-se pela janela?
Ponto encimado, com direito a uma vista panorâmica.
Privilegiado, por essa oportunidade decidiu esperar.
Passaram-se dias, meses e até alguns anos de santos.
Quando na sola de um sapato descuidado foi grudar.
Lançado diretamente ao lado externo, desfrutou o calor.
Para lá da janela e do furor propagado e comandado.
Até quase derreter sua pequena superfície de sujeira.
Em um segundo chute foi parar em um novo lugar.
Exótico! Lugar de novas oportunidades e possibilidades.
Encontrou outros grãos amigos e uma nova porta.
O nobre grão tomou a frente e foram dias, meses e anos.
Até ele, feito poeira, se aventurar na obra que agora
solidificava o seu presente e orgulhosa prometia futuro.

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