Aquele poema que interromperam para recomeçar

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o

“O” de Liu Ye

Hiato

De repente rompeu este nosso espaço.
O tempo partido quis morar aqui do lado.
Trabalho com prazo, pouco, sufocado.
Não tenho teto neste hiato quebrado.

Sigo sozinho com os nós da vontade.
Tanto desejo que me fez perder o começo.
Trabalho com amor, rouco, dedicado.
Meu piso novo será simples e decorado.

Mais uma vez tenho neste um desafio.
Quantos apoios e noutros estamos sós.
Forte, trabalho com vida, fé e até…
Sonho louco. Bom. Superarei o que vier.

Poema recitado:

Hiato recitado (Samuel Strappa)

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