Poema encaixado numa intercessão

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Metrô. Ilustração de Sophie Blackall

Metrô. Ilustração de Sophie Blackall

Labirinto

De um polo a outro procuro ocupar meu espaço.
Entre tantas diferenças quero ver se me encaixo.
Rostos são vírgulas em frases de sentidos abstratos.
Almas têm cor e pintam corpos de figurinos variados.

Quantos universos cabem dentro de um vagão?
Vidas são círculos e mundos estão em intercessão.
Falas são ecos e murmúrios fecham uma canção.
Canhestra, mas tão cotidiana, uma fácil imersão.

Daqui a pouco desço e sigo para meu objetivo distinto.
Posso ser acompanhado, despercebido ou até seguido.
Rumos tem curvas, mas também tem retas e libido.
Quem sabe serei dois no meio de um coletivo labirinto.

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