Poema para mentes fantasiadas

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"Leyendo metro", ilustração de Leah Piker

“Leyendo metro”, ilustração de Leah Piker

Habituada

Ela adormeceu logo após a primeira curva.
Condução lotada e barra feito travesseiro.
Já estava habituada à rotina de sacolejos.
E não mais sentia medo de ir por inteiro.

Sonhos travessos para metamorfosear.
Rostos estranhos em amigos do peito.
Ruídos grosseiros em cantos perfeitos.
Pisos degradados em nuvens de afofar.

Palavrões viram balões para estourar.
Fones no ouvido para corpo flutuar.
Um esbarro cria um passo inusitado.
E com outros, um ballet improvisado.

Inventividade para apagar tormentos.
E fé para seguir seu planejado intento.
Um sorriso capaz de mudar o momento.
E fazer da jornada diária, agradecimento.

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Poema para os amores equivocados

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Ilustração de Cori Dantini

Ilustração de Cori Dantini

Poesia equivocada

O que sobrou de nós dois foi apenas uma poesia.
Uma hipocrisia, pois a segunda atrevida se cria.
Versos meus, evito lembra-los do quanto sorria.
Dedico rima pobre para quem facilmente já ia.
Então prossiga e veja se encaixa noutra fantasia.
Inspirações tenho tantas para amar em demasia.