Pequeno testemunho do primeiro viajante

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Musée d'Orsay, foto minha.

Musée d’Orsay, foto minha.

Vestígio

Perdeu-se do tempo há um bom tempo
Não reconhecia o terreno e o movimento.
Não se encontrava em próprio contexto.
Texto, testamento, para voltas e ventos.

Excêntrico, novo, transformado de novo.
Nascido pro mundo, pro longe, pra todos.
Pra fazer e contar uma história divertida.
Recomeço de tempo, outro sentido à vida.

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Poema para quando houver brecha à fantasia

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Leicia Gotlibowski - Ilustrata

Ilustração de Leicia Gotlibowski

Pequena viagem de sentimentos inusitados

A mente chocalhou quando a árvore abraçou o ônibus.
Éramos passageiros engolidos por um novo mundo à parte.
Semelhante a um túnel negro cortado por luminosos pontos.
E mais focos de variadas cores chamativas e escarlates.

Impregnados neste inédito terreno de fantasia e curiosidade.
Cercados, éramos vagalumes em busca de conhecimento.
Até seres invisíveis virem na intenção de nos despir.
E de despertar nos abdômens aquela estranheza feito cócegas.

Constrangidos, preferimos retomar os conhecidos ares sérios.
Todavia perplexos neste universo de sentimentos inusitados.
Lembro-me de alguém agarrado à minha mão e de modo tímido sorrido.
Para assim respirar a emoção e, sem pressa, visitar minha libido.

Mas a derradeira luz se aproximou e estelar tomou o carro.
Fomos arremessados à avenida e novamente confundidos ao coloquial.
No meio de tanta pressa, ruído, cimento, todos isentos de argumentos.
Resignados ao simples, corriqueiro, movimentado, julgado e carnal.